das sedes dos meus olhos

meus olhos tem sedes silenciosas
procuram as distâncias e nuvens
não dormem antes da noite
e esperam chegar o dia
são sedes insones as sedes dos meus olhos
querem a pimenta e o cravo de cada beleza
um ruído azul e verde
um grito amarelo de primavera
as liturgias do ocaso
e as canções da manhã
são sedes silentes as sedes dos meus olhos
que bebem nas chuvas as palavras do vento

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Categorias: Uncategorized | 4 Comentários

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4 opiniões sobre “das sedes dos meus olhos

  1. noemia

    muito bom te reencontrar achei que vc nao iria lembrar de mim.esse poema e lindo demais so poderia ser seu….bju

  2. Juriti

    pra matar minha sede…eu,choro…
    (Parabéns!!!…Lindo Poema!!!)…bjo!

  3. coisa mais bonita….

    Minha sede anda sem caminho, caminha meio sem alento,
    dona de uns olhos de não mais ver;
    dá meio volta no destino e dança ao sabor do tempo;
    não sei por onde ela andará e nem mais o que de mim vai ser…
    minha sede parece estar seca por dentro…
    mas não se cansa de rezar um inverno, uma chuva qualquer…

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