Arquivo do mês: dezembro 2011

Pouso

(p/ gui cardoso)

 
Passarinho de gaiola \ não se sabe nuviar
tem sol lá fora mas tanto faz \ Passarinho, passarinho não é mais
 
Passarinho cantador \ canta mesmo a repetir
as toadas de um sertão \ que ele só sabe de ouvir
 
Bem te vi \ te vi viver
logo aprendi \ reconhecer
que o meu lugar \ é o lar de lá
voando alto \ quase sem pousar

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Das Matérias Que Compõem Minhas Brevidades

Que entendam por brevidades
minhas poesias, minhas canções, meus personagens,
inventos, adejos, celebrações e ausências.
 
É preciso pouco, visto que é breve.
 
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PRIMEIRO recolha nódoas do tempo,
esse sumo adocicado que em tudo respinga
e que tudo transforma em tempo.
 
Observando que
um recipiente de matéria de não-tempo
é importantíssimo, para que dure o espaço da admiração.
 
É risco unicamente de quem colhe
já que assepsias são impossíveis.
Aquilo que se desatento o tempo toca
vira vento, mas,
quanto se apascenta  em banho de febre de vontade e gozo
vira pensamento.
 
Nem bom nem mal, vento ou pensamento.
Ambos cabem no espaço da admiração.
 
 …………………………………………………………………………………
 
SEGUNDO quando o silêncio aparecer, permita.
Tem dias que o silêncio quer cantar
e tocar suas cordas.
 
Há madrigais belíssimos guardado na luz,
encha umas moringas e deixe dormir uns anos,
acorde as notas quando for dia se pondo.
 
O silêncio canta com voz de grilos mas também de meninos.
 
Uma nota posterior importante,
rádios velhos e o término das chuvas
guardam silêncios enormes.
 
 
 
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